domingo, 5 de julho de 2009

Paródia

"No Beira-rio fui torcer
E o Timão apoiar
Põe no DVD
Corinthians Tri-Campeão!"

quarta-feira, 10 de junho de 2009

E o Flamengo no Caldeirão do Sport...

No Domingo tive o prazer de acompanhar um jogo atípico, à moda dos anos 20: Sport vs Flamengo.

Estava no computador, escrevendo meu texto "Sobre o Fogo"(leiam!), quando lembrei que já eram quatro horas e a rodada já havia começado. Corri para a TV e fiquei boquiaberto com a resultado de 2 x 0 para o Flamengo, com apenas 17 minutos de jogo. Eu, que achava que o time rubro-negro brigaria pra não cair esse ano, pensei comigo: "é... errei denovo. O time do Flamengo é bom." Voltei para o meu computador, pois queria terminar o texto. Passados alguns minutos, voltei para a TV e pude ouvir a torcida do Flamengo, presente em peso na Ilha do Retiro, cantar: "...Flamengo sempre eu ei de ser, é meu maior prazer vê-lo brilhar..." É. O Flamengo ia golear. Os dois gols tinham sido de Emerson. É. Ele não é tão ruim assim. E Juan ia, levando a bola marrentamente pelo meio e sempre arrumando suas faltinhas.
Mas o futebol é o melhor esporte da Terra. E, do nada, repito, do nada, numa bola levantada na área, o Sport(talvez incendiado pela entrada do espertíssimo Ciro) se aproveita de uma falha bizonha, rara, do grande Bruno. 2 x 1. O Sport estava no jogo, afinal de contas. O rubro negro pernambucano insistiu no ataque e, rapidamente, empatou o jogo. Não pude deixar de rir. Como pode ser... Eu vejo futebol há anos e não entendo nada desse jogo mesmo... Só que, para minha maior incredulidade, o Sport virou o jogo. E não mais se ouvia a torcida do Flamengo. E viva 'o campeão de 87". 3 x 1. Mas aquele paraibinha, cabeça chata, não quis saber de ficar satisfeito não, bichinho. Weldon queria era gol e Ciro resolveu aprontar pra cima de Ronaldo Angelim(there's only one Ronaldo), deixando o atacante em excelente posição para, de bate-pronto, fazer um golaço. 4 x 2. Trinta e seis minutos do primeiro tempo. Seis gols. Um gol a cada seis minutos.
Tive certeza de estar voltando no tempo, era um espetáculo de futebol. Não vejo um jogo assim desde... desde... AH, Corinthians 8 x 2 Cerro Porteño, na Libertadores de 99. Que alegria!
Mas aí o tempo começou a passar lentamente denovo, e nada mais aconteceu. E eu, que esperava um jogo de 10 gols, fiquei chupando o dedo, vendo um segundo tempo cheio de faltas, por parte do Leão, e burocracia, por parte do Urubu.
O consolo veio por parte da torcida do Sport: "Dança, dança, dança, dança da bundinha, aqui no caldeirão, urubu virou galinha".... Impagável.

Para os flamenguistas, dois comentários:

1) Se o Ibson sair, vai ficar feia a coisa.
2) A bola precisa chegar no Adriano pra ele fazer alguma coisa.

Comentem!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Vasco: do céu ao inferno em 3 jogos?

No ano passado o Corinthians chegou até a final da Copa do Brasil sem poupar jogadores na Série B. O Vasco, esse ano, ao contrário, fez isso e perdeu seus primeiros 3 pontos na competição. O esforço só valeria à pena se desse a classificação para a final, mas...
A classificação não veio apesar do grande jogo que a equipe fez no Pacaembu. Com a cabeça erguida, no final do jogo, o técnico Dorival Júnior e seus comandados exaltavam o bom desempenho e a garra da equipe. Depois de ligarem a TV no Rio, porém, o discurso mudou: "Gaciba nos eliminou" diziam alguns. Bobagem, o árbitro fez uma excelente partida, apenas deixou de marcar um pênalti que não viu, que ninguém viu, até o terceiro replay da jogada. Um puxão acintoso, escancarado, claro. Que o árbitro não viu. Como tantos outros que aconteceram naquele mesmo jogo e acontecem em todos os jogos e ninguém vê. É por isso que sou a favor do uso de recursos eletrônicos. Mas isso é outro assunto, voltemos ao Vasco.
De volta ao Rio, a equipe cruzmaltina voltou a pensar na competição mais importante do ano. Será? No sábado, diante do fraco São Caetano, o time jogou muito mal, alguns jogadores perderam a cabeça em lances maldosos e o jogo terminou empatado, sem gols. De quem foi a culpa? Adivinha? Do árbitro novamente...
Times vencedores nunca falam da arbitragem. O técnico Tite, depois do jogo do seu Inter contra o Cruzeiro no Mineirão, que teve uma arbitragem muito confusa, disse, com todas as letras: "Eu não falo sobre arbitragem." Não fala porque o Inter arrancou um empate fora de casa. Se tivesse perdido, estaria reclamando a plenos pulmões. Como Dorival Júnior.
O Vasco realmente foi prejudicado pela arbitragem nesses três últimos jogos, mas sem dúvida há outros motivos que explicam as não-vitórias:
  • No jogo contra o Paraná, o Vasco chegou a estar, mesmo com o time reserva, à frente do placar, mas não foi competente para segurar o inofensivo time da Vila Capanema. O jogo foi equilibrado mas as entradas de Ramon e Pimpão não surtiram efeito e o time estava com a cabeça no Corinthians. O Vasco acabou derrotado, mas poderia ter saído vitorioso se tivesse mais atenção na defesa e competêcia no ataque. Isso sem falar do péssimo estado do gramado.
  • Contra o Corinthians, o Vasco jogou muito bem, mas a verdade é que teve poucas chances. Nilton errou um cabeceio simples, gol feito, e Elton tentou matar uma bola que era para ser cabeceada. De resto, uma grande defesa de Felipe, alguns cruzamentos perigosos de Paulo Sérgio e um de Elton pela esquerda, mas nenhuma jogada trabalhada. O volume de jogo do Vasco e sua ousadia em atacar daquele jeito foram muito bons, mas quem teve as melhores chances do jogo foi o Corinthians, que jogou mal. Ronaldo foi um a menos e a vocação do time para a defesa prevaleceu, como tem acontecido em todos os jogos difíceis. Esse é o Corinthians. Se estivesse num bom dia, o Vasco teria sido atropelado, como o foram São Paulo e Santos.
  • Contra o São Caetano chamaram a atenção a violência de Élton e Nilton. Nervosismo. Não vi o jogo, mas nos melhores momentos deu pra perceber que o Vasco teve chance de vencer, mas o que aconteceu? O árbitro certamente não atrapalhou os atacantes... Provavelmente a ressaca da eliminação e o cansaço do jogo de Quarta... Não é claro?

É preciso fazer um alerta. O Vasco é um bom time, tem padrão de jogo, bons jogadores e uma torcida apaixonada. Tem que levantar a cabeça e recomeçar o Brasileiro B, senão corre o risco de ficar cada vez mais distante dos líderes, perdendo pontos importantes. Chega de chororô, Vascão!

domingo, 7 de junho de 2009

Sobre o fogo

Nunca parar de fazer barulho. Esse é o lema. Hoje é dia de lutar, lutar até o fim, e ninguém vai segurá-los. Ninguém.

O busão cheio tremulava com pulos e gritos. Era como se ele tivesse um coração pulsante, mas o sangue que corria era negro e se espalhava como uma sombra. Nada era maior do que a disposição daqueles loucos. Mais uma vez provariam que não são iguais. Não se igualariam. Ali mandavam eles, não importa a que custo. Intimidariam com os gritos; tomariam com a força; prevaleceriam com as balas.

Seu jogo já havia começado ali, antes de entrarem. Sofrido, barulhento. De dentro, nervosismo. De fora, notícias de uma guerra. Não mais uma, mas a guerra. A que eles esperavam. Mau, recém chegado na frente, gritou: Pra cada um nosso, cinquenta deles! Eles urraram até a partida acabar... e acabou. Saíram rápido até o ônibus... Era mesmo verdade. Uns caras no hospital e uma galera presa. Hoje a luta ia ser longa...

Os inimigos não aguardaram, tentaram sair o mais depressa possível. Temiam sua força e eles sabiam. Mandavam ali, mas aquilo não podia ficar como ficou. E lembraram que era 50 pra cada 1 e continuaram. Isqueiro, querosene, 12, arame farpado e pistola. Dava pra fazer um estrago. Era hora da caça.

Viram a movimentação de longe. Estavam entrando no ônibus, os covardes... Corre, corre, coquetel molotov, voa alto, bruuuuuuushhhhh. Quema-filha-da-puta! Saíram todos do ônibus na hora, rá, você viu? O fogo lambeu a 4 metros de altura a noite toda...

Os coitados corriam, e o bico comia, um deles caiu, pega, pega, levantou... correram muito, que carreira, embaixo de pedrada. Mau atirou, mas não acertou ninguém... Imbecil, só sabia manejar era o porrete mesmo...

Voltaram pra casa. O clima era ruim. 50 pra 1, diziam, mas ia ter que ficar pra depois... Tava todo mundo falando. Não ia dar pra esperar tanto, meses? não... Aqui, agora. Mas não dava, não tinha mais ninguém. Esperariam. Viajariam. Disposição. Balas cantantes. Mau, liga pros cumpadres de lá. Vamo fortalecer. Aqui ninguém vai ficar de braços cruzados...

Dia seguinte tem trampo, vida que segue...

Sobre o ferro

Eles já haviam caído há muito. De dentro do ônibus, seus colegas se protegiam e olhavam para o que acontecia do lado de fora. Era tanta pedrada e porrada nos vidros que eles mal podiam acreditar como o ônibus ainda não tinha partido ao meio. Seus olhos arregalados, pupilas dilatadas, temiam por um incêndio, provocado pelos inimigos do lado de fora. Queimariam todos, 60, dentro do ônibus, escutando suas gargalhadas.

Os quatro que não conseguiram entrar já não podiam ser reconhecidos no chão. Os mais de oitocentos homens e barras de ferro, e fogos de artifício, e facas, e pedras e ódio já estavam saciados. Era hora de entrar para o estádio.

Lá dentro, as roupas ensanguentadas daqueles gambás passavam de mão em mão. Troféus. A carteirinha de um deles era o mais valioso. Nunca será esquecida, ficará para sempre na sede da família.

Os gritos de apoio ao time soavam como uivos. Rugidos de vencedores. O jogo já não importava, a vitória estava garantida.

Na volta, o finalizador, como era conhecido, contava em detalhes como tinha se cansado de bater com os canos, que ficaram pesados demais, e começou a usar os fogos. Acendia e colocava bem encaixados sob o corpo estendido, não sabia dizer se ainda estava vivo, e ele quicava, maluco, sinistro. E todos riam.

Em casa, começavam as filmagens. Em meio a bandeiras e camisas de outros times, arrancadas todas na marra, acrescentava-se mais uma. As tocas vestidas, gritavam seus gritos e exibiam a coleção. A caveira na bandeira simbolizava o espírito. No manto negro estendido ela se esticava, seca, pronta pra próxima. Na TV, as notícias se espalhavam e o orgulho crescia. Dava pra sentir o medo das pessoas na rua. O silêncio dos inimigos.

Terminada a festa, hora do trabalho. O planejamento não pode ficar pra depois, domingo já tem jogo. Dali há um mês, outra oportunidade. O encontro deveria começar a ser divulgado, a Praça da Bandeira era um bom lugar, mas ficou esplanado. A Leopoldina era melhor. Beleza. Fechou!

Risos e abraços, a vida continua...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Anjo Negro da Bahia

Levanta a mão pro céu
Pedindo jogo

Mata a bola no peito
E chuta em gol

Óbina
Ê rei!

Espera calmamente
Lateral cruzou

Voou graciosamente
E voleou

Óbina
Ê rei!

A massa grita
A massa ri
A massa chora

Por amor pra sempre Óbina
Anjo negro Salvador

André Bento, com a colaboração riquíssima de Jefferson Reishoffer

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Semifinais da Copa do Brasil - II

O Internacional das goleadas, liderado por Nilmar, o papaléguas, teve muito trabalho para passar pelo rei DO RIO, o Flamengo Penta-tri. Muitos acreditavam, antes do primeiro confronto, que seria um passeio gaúcho: depois de goleadas sem fim, o Inter de futebol vistoso enfrentaria o Flamengo dos salários atrasados. Mas os que apostaram nessa fantasia (que vendeu muito jornal para vascaínos, botafoguenses e fluminenses), perderam. Dois jogos duros e muito disputados marcaram esse confronto, cheio de reviravoltas e dramaticidade.
Confesso que só vi o primeiro jogo, mas apenas os melhores momentos e a situação de cada gol anotado no Beira-Rio nos mostram que foi um bom jogo de futebol. Outro sinal do que foi o jogo é a cabeça baixa dos flamenguistas, por tristeza e não vergonha, e o silêncio dos anti-flamenguistas, que ficaram até os 44 minutos do segundo tempo tremendo de medo de que o rubro-negro se classificasse. Se isso realmente acontecesse, dificilmente o título escaparia da Gávea.
Ao Flamengo resta seguir focado no Brasileirão, tentando conter a previsão do tempo, que aponta fortes ventanias para quando a janela de transferências se abrir.
Já o Inter sabe que perdeu grande parte do seu encanto. No primeiro teste contra um time grande (excetuando-se o Grêmio que, apesar de duas derrotas, fez jogo duro o tempo todo) mostrou que pode ser derrotado e que seu ataque não é tão avassalador assim. Além disso, se não fosse pelo grande momento que vive o goleiro Lauro, dificilmente o colorado teria saído do Maracanã com um empate. Enfim, não há bicho-papão nessa temporada, o que há são alguns times do mesmo nível e outros mais fracos, porém não muito mais fracos que os primeiros. Isso ficou claro num jogo do outro semifinalista, o Coxa, que resolveu poupar titulares no Brasileiro contra o Santo André. O time misto foi goleado pelo recém-chegado na primeira divisão, que provou não estar tão atrás do time principal Coxa Branca, e nem de ninguém.
Internacional e Coritiba fazem um jogo que muitos dirão ser fácil para o primeiro. Essa será a maior dificuldade colorada: controlar a favoritismo inevitável e conter a disposição centenária do adversário, que vem para o tudo ou nada, sabendo que essa é a útima chance para conquistar um título nesse ano tão especial de sua história.